terça-feira, 14 de novembro de 2017

Reino Animal

​O Reino Animal ou Animalia ou Metazoa é composto por organismos heterótrofos, ou seja, aqueles que não produzem o próprio alimento.
Essa é uma das principais características do grupo e que os diferencia de outros seres vivos, como dos vegetais.
Os seres que pertencem ao reino animal são eucariontes e pluricelulares. Eles possuem capacidade de locomoção e grande parte fazem reprodução sexuada.
Os animais são classificados em diversos filos, sendo muitos deles animais invertebrados (aqueles que não possuem vértebras).
Os animais vertebrados que possuem crânio, vértebras e coluna dorsal pertencem ao Filo dos Cordados.
O desenvolvimento embrionário determina características importantes para sua classificação, todos os animais possuem o estágio da blástula no seu desenvolvimento.

Características do Reino Animal

·         Eucariontes: células com núcleo diferenciado, ou seja, envolvido por membrana.
·         Heterótrofos por ingestão: necessitam ingerir outros seres vivos, pois não produzem o próprio alimento;
·         Pluricelulares: corpo formado por muitas células com funções específicas;
·         Aeróbicos: respiram o oxigênio que retiram do ar ou da água, conforme o meio em que vivem;
·         A reprodução é sexuada, ou seja, envolve a união de gametas. Mas alguns invertebrados fazem de modo assexuado.
·         Não possuem celulose e clorofila (aclorofilados), uma característica que os diferencia dos vegetais;
·         Possuem tecidos e órgãos, com exceções dos filos mais simples como os Poríferos;
·         Presença da blástula: esfera de células, oca, com líquido no interior. É a segunda fase de segmentação das células no desenvolvimento embrionário depois da formação do zigoto (mórula-blástula-gástrula-nêurula).
·         Presença de Celoma, uma cavidade embrionária presente em todos os vertebrados, sendo que os platelmintos são pseudocelomados e os poríferos não possuem;
·         A maioria dos animais têm simetria bilateral: duas metades do corpo simétricas. Também pode acontecer a simetria radial (vários planos longitudinais a partir do centro do corpo, exemplo: equinodermos) ou ainda ausência de simetria (esponjas).



Filos do Reino Animal

O reino animal é dividido em diversos filos. Os principais são: poríferos, cnidários, platelmintos, nematódeos ou nematelmintos, anelídeos, equinodermos, moluscos, artrópodes e cordados.

Animais Vertebrados

Os animais vertebrados são pertencentes ao Filo dos Cordados(Chordata). A principal característica é a presença da medula espinhal e coluna vertebral.
Os cordados são divididos em 5 classes, a saber:

Peixes: Corpo coberto por escamas e respiração branquial (retiram oxigênio da água). Não controlam a temperatura do corpo (pecilotérmicos). Exemplos: dourado, arraia, tubarão.


PeixesCardume de peixes


Anfíbios: Animais que dependem da água na fase larval (respiração branquial) e passam por uma metamorfose corporal na vida adulta e adquirem a respiração pulmonar, é o caso dos sapos, rãs, pererecas e salamandras. São pecilotérmicos.


Anfíbio, sapoSapo, um dos principais representantes dos anfíbios

Répteis: Possuem respiração pulmonar e corpo coberto de escamas ou carapaça. Podem viver na água ou na terra e são pecilotérmicos. Exemplos: tartarugas, jacarés e lagartos
RépteisOs jacarés vivem em ambiente aquático e terrestre


Aves: Corpo coberto de penas e respiração pulmonar, controlam a temperatura do corpo (homeotérmicos). Exemplos: galinha, avestruz, ema, pinguim, papagaio, beija-flor.

AvesAves diferenciam-se pelo corpo coberto de penas


Mamíferos: Presença de pelos, homeotérmicos e respiração pulmonar, as fêmeas alimentam os filhotes por glândulas mamárias. Exemplos: seres humanos, gatos, cachorros, morcegos.


MamíferoOs mamíferos alimentam-se do leite materno


Animais Invertebrados

Os animais invertebrados são representados por inúmeros filos com características bem diferentes, mas todos são pluricelulares e não possuem parede celular, a saber:
Poríferos: Animais primitivos de água doce ou salgada. São organismos que não possuem órgãos, nem capacidade de locomoção e a reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Exemplos: esponjas.
EsponjasEsponjas de ambiente marinho



Cnidários: Vivem em água doce ou salgada e alguns deles possuem capacidade de locomoção enquanto outros são sésseis (fixos). Uma característica que os torna peculiares é que os cnidários possuem os “cnidócitos”, ou seja, células urticantes. Alguns exemplos são os corais, as anêmonas e águas vivas (medusas).


CnidáriosCnidários destacam-se pelos enormes tentáculos

Platelmintos: Possuem corpo achatado e podem ser de vida livre ou parasitas. Exemplo: tênias, solitárias, esquistossomos e planárias.

PlanáriaPlanária, um verme de corpo achatado

Nematódeos ou nematelmintos: Possuem corpo cilíndrico e podem ser de vida livre ou parasitas (humanos e de plantas). Exemplo: lombrigas, oxíuros e outros vermes.
NematelmintosOs vermes nematelmintos apresentam corpo cilíndrico

Anelídeos: Possuem corpo segmentado, composto de anéis. Vivem em habitats úmidos na terra e nas águas doces ou salgadas. Exemplos: minhocas, poliquetas e sanguessugas.
SanguessugaSanguessuga

Equinodermos: Animais marinhos com presença de exoesqueleto calcário e sistema hidrovascular. O corpo deles possui simetria pentarradial (5 lados iguais). Exemplos: pepinos-do-mar, estrelas-do-mar, ouriços-do-mar.

EquinodermosEstrelas-do-mar apresentam capacidade de regeneração de partes perdidas do corpo

Moluscos: Animais de corpo mole com presença de concha, pode ser interna (lulas e polvos) ou externa (caramujos, mexilhões) que habitam água (doce ou salgada) e terras úmidas. Exemplo: mexilhões, polvos, lulas, lesmas, ostras, caramujos.

CaramujoCaramujo, um típico representante dos moluscos

Artrópodes: Os artrópodes compreendem um filo muito diversificado. São caracterizados pelo corpo segmentado e presença de exoesqueleto de quitina.

BesourosOs artrópodes, como os besouros, apresentam alta diversidade de espécies

Os principais são:
Insetos: borboletas, abelhas, baratas, moscas;
·         Aracnídeos: aranhas, ácaros, escorpiões, carrapato;
·         Miriápodes: centopeia, lacraias, gongolos;
·         Crustáceos: lagostas, caranguejos, siris, camarões.

sábado, 19 de agosto de 2017

Reino Fungi

O Reino Fungi inclui os cogumelos, mofos, orelhas de pau, liquens, entre outros organismos. A maioria dos fungos são pluricelulares, com o corpo constituído de hifas, mas há alguns unicelulares, cujo principal exemplo são as leveduras. Sua reprodução pode sersexuada ou assexuada. Já foram classificados no reino vegetal, por possuírem características semelhantes, no entanto diferem das plantas fundamentalmente por não apresentarem clorofila ou qualquer outro pigmento fotossintetizante, portanto são heterotróficos.
                     

Características gerais


Os fungos são basicamente compostos por um emaranhado de tubos, ramificados e envolvidos por uma parede de quitina (polissacarídeo também presente no exoesqueleto dos artrópodes). Esse emaranhado é chamado de micélio e os tubos que o compõem são as hifas.


As hifas são filamentos microscópicos onde está contido o material genético dos fungos. Podem ser de dois tipos: Cenocíticas quando não possuem paredes transversais, chamadas de septos, ficando os núcleos espalhados pelo citoplasma; ou Septadas, quando há delimitação de compartimentos celulares pelos septos, formando células com um (monocarioticas) ou dois núcleos (dicarioticas), Todavia, a compartimentação é incompleta porque os septos possuem poros que permite a comunicação entre células vizinhas.


Os fungos crescem sobre um substrato que pode ser um pão ou uma fruta podre, um tronco de madeira, ou até mesmo outro fungo. Nos organismos mais complexos o micélio forma um talo ou corpo de frutificação com forma bem definida que caracteriza as diferentes espécies. Quando vemos um cogumelo ou o mofo nos alimentos, vemos o talo, entretanto, no interior do substrato onde se encontra, já há uma imensa rede de hifas enraizada.

Os fungos são heterotróficos por absorção, ou seja, eles absorvem os nutrientes que são difundidos no interior de suas células. Para isso, utilizam enzimas que fazem a digestão das substâncias encontradas no ambiente.


Exemplos de Fungos


Dentre as espécies conhecidas muitas afetam a vida humana. Muitas são usadas na alimentação, como as quase 200 espécies de cogumelos comestíveis, sendo algumas delas largamente cultivadas, como o shitake (veja figura abaixo), o shimeji e o champignon. As levedurassão empregadas na fermentação de pães, bebidas alcoólicas, entre outros. Algumas espécies são aproveitadas na produção dos queijos roquefort (veja figura) e camembert. E há ainda os fungos utilizados pela indústria farmacêutica para a fabricação de antibióticos, são do gênero Penicillium.


O aspecto negativo dos fungos são as doenças causadas por eles, já que algumas espécies são parasitas. No ser humano, provocam micoses e candidíase, entre outras e nas plantas provocam doenças como a ferrugem do cafeeiro.

Candida albicans, fungo causador das candidíases

Reprodução Assexuada


Representação das leveduras realizando brotamento

Em fungos mais simples como a levedura a reprodução acontece porgemulação ou brotamento. São originados gêmulas ou brotos que podem se separar da célula original ou permanecer grudados formando cadeias de células.


Ciclo de vida de um fungo com esporulação

Em muitos fungos a reprodução é feita através dos esporos, que são células haploides (apenas um cromossomo). Os esporos liberados pelo fungo no ambiente, ao encontrar condições propícias germinam e originam um novo micélio, completando o ciclo assexuado. Essa forma de reprodução assexuada é chamada de esporulação.

Reprodução Sexuada


Fungos mais complexos fazem reprodução sexuada, que é dividida em fases. As hifas são monocarioticas e haploides, quando iniciam o processo reprodutivo se unem formando hifas dicarióticas com os núcleos organizados em pares, essa etapa se chama plasmogamia. Depois acontece a cariogamia​ na qual os pares de núcleos se fundem e formam núcleos diploides, logo em seguida se dividem por meiose originando esporos, que germinam e originam o micélio, completando o ciclo. Esses esporos são chamados "esporos sexuais" para diferenciar daqueles formados assexuadamente.

Associações Mutualísticas


Certas espécies de fungos fazem associações com outros organismos, em que ambos são beneficiados, sendo essa relação chamada de mutualismo.

Liquens

Quando os fungos (principalmente do grupo ascomiceto) se associam com espécies de algas ou cianobactérias formam os liquens. A associação é tão íntima que não conseguem viver separados, e permite que habitem locais onde poucos organismos conseguiriam como rochas duras.


Liquens sobre a árvore

Micorrizas

Quando associados às raízes de certas plantas, os fungos obtêm nutrientes como carboidratos e aminoácidos. As plantas, por sua vez, absorvem melhor os sais minerais do solo graças às hifas que envolvem suas raízes. Essa associação é chamada micorriza (palavra derivada do grego: mykos, significa fungo e rhizos é raiz).
Importância Ecológica

Importância Ecológica 

O Reino Fungi é um grupo com ampla distribuição no planeta e ainda pouco conhecido, já que se estima que haja 1,5 milhão de espécies, das quais menos de 100 mil estão classificadas e devidamente estudadas. Os fungos são muito importantes no equilíbrio dos ecossistemas pois participam da reciclagem da matéria orgânica, fazendo a decomposição das mesmas. Portanto, eles ocupam o último nível trófico nas cadeias alimentares, atuando como decompositores


Reino Protista
O Reino Protista é um dos reinos da natureza, caracterizado por uma organização celular do tipo eucarionte (com núcleo organizado), cujos representantes podem ser autótrofos (produzem seu alimento através da fotossíntese), ou heterótrofos (que não fazem fotossíntese), unicelulares ou pluricelulares. Os protistas compreendem os protozoários, as algas e os mixomicetos.

Protozoários

Giardia, um protozoário mastigóforo.

Os protozoários são seres unicelulares e eucariontes, com estrutura que garante seu funcionamento, realizando as mesmas tarefas básicas de um animal, como respiração, digestão, circulação, excreção, em alguns até uma primitiva coordenação.

Antigamente eram classificados no reino animal, por realizarem essas funções e serem heterótrofos, no entanto, por serem unicelulares, alguns taxonomistas criaram o reino protista para reunir esses filos de organismos mais simples.

Entenda mais sobre os reinos da natureza, leia também: Classificação dos Seres Vivos
Apresentam grande variedade de formas e ocupam ambientes úmidos (os que têm vida livre) ou o interior de outros organismos. Alguns são parasitas, causadores de doenças.
Os protozoários são divididos em quatro grupos, de acordo com as estruturas locomotoras que apresentam:

Sarcodinos – são as amebas que se locomovem por meio de pseudópodes. A Entamoeba coli, por exemplo, é um morador habitual do intestino grosso humano, onde obtém abrigo e alimento sem acarretar nem prejuízo nem benefício para seu hospedeiro. Enquanto a Entamoeba histolytica é parasita do intestino grosso do ser humano.

Mastigóforos – locomovem-se por meio de flagelos. Alguns são parasitas,ou seja, obtêm alimento a partir da associação com outros seres vivos. Exemplos são: a giardia que parasita o intestino delgado do ser humano e o Trypanosoma cruzi, que instala-se em tecidos humanos e de outros animais, como na musculatura do coração ou na parede do tubo digestivo.

Esporozoários – não possuem estrutura locomotora. São os plasmódios, como o causador da malária.

Ciliados - locomovem-se por meio de cílios. Exemplos são: Vorticella, Balantidium coli, mas o mais conhecido é o paramécio, de vida livre, como a maioria dos protozoários desse grupo que não são parasitas.


Algas


Espécie de alga verde.

As algas são organismos autótrofos, pois têm clorofila (além de outros pigmentos) e realizam fotossíntese. Já foram classificadas no reino vegetal, pela semelhança com as células vegetais, mas como são organismos mais simples e não possuem tecidos organizados, foram reagrupadas no reino protista.

São fundamentais na biosfera, pois constituem a base da cadeia alimentar aquática e realizam a maior parte da fotossíntese do planeta. Muitas são também utilizadas como alimento pelo ser humano, pois apresentam alto teor de proteínas, vitaminas e sais minerais. As mais abundantes são unicelulares, embora existam algas marinhas com mais de 30 metros de comprimento.

As algas são divididas em cinco grupos, de acordo com os pigmentosintracelulares:

Verdes (Clorofíceas) – presença de clorofilas A e B e carotenoides, reservas de amido, parede celular de celulose. Podem ser uni ou pluricelulares. Há espécies comestíveis.

Vermelhas (Rodofíceas) – presença de clorofila A e ficobilina, uni ou pluricelulares, filamentosas e fixadas a substratos, há espécies comestíveis. Certas algas vermelhas têm nas paredes de suas células, um material de consistência gelatinosa, denominado ágar, que é acrescentado a vários alimentos, como balas e doces. Tem ainda grande utilidade em técnicas laboratoriais, sendo empregado como componente de meios de cultura para microrganismos.

Pardas (Feofíceas) – presença de clorofilas A e C, carotenoides e fucoxantina, parede celular com um polissacarídio​, a algina, pluricelulares, há espécies comestíveis. ​O alginato, material preparado a partir da algina, é bastante empregado nafabricação de cosméticos, sorvetes e massa de modelagem utilizada na odontologia.

Douradas (Crisofíceas) – formas unicelulares isoladas ou coloniais. Importantes componentes do plâncton; incluem as diatomáceas, que contêm o diatomito. Formado por sílica, o diatomito apresenta consistência porosa, sendo empregado como componente de filtros; pulverizado, pode ser adicionado como abrasivo a polidores de metal e a cremes dentais.

Cor de fogo (Pirrofíceas) – unicelulares isoladas ou coloniais. Fazem parte do fitoplâncton e inclui também dinoflagelados, responsáveis pelas marés vermelhas.
Mixomicetos


Exemplo de mixomiceto

Mixomicetos são organismos que têm aspecto de fungo, e crescem nos solos ricos em nutrientes orgânicos, sendo comuns em bosques e florestas. Os mixomicetos não são parasitas, não produzem toxinas, nem são prejudiciais às plantas ou animais, mas quando surgem na água é um forte indício de algum desequilíbrio no ambiente, como excesso de matéria orgânica.


Existem muitas controvérsias sobre esse grupo, que foi durante muito tempo classificado no reino fungi por sua semelhança externa com aqueles organismos. Os dados ainda não são conclusivos, alguns classificam no reino protista, enquanto outros consideram que deveriam compor um reino à parte.


Reprodução das bactérias 



Cianobactérias 


sábado, 12 de agosto de 2017

Conhecendo As Bactérias
O reino monera foi criado para agrupar somente os organismos procariontes (lembre-se de que eles não têm membrana nuclear). Os únicos procariontes são as bactérias.
As maiorias das bactérias não possuem clorofila, sendo heterótrofas: essas seriam as mais parecidas com os primeiros seres vivos.
Algumas bactérias que não possuem clorofila são autótrofas. Elas conseguem produzir alimento utilizando a energia liberada por algumas reações químicas, ao invés de utilizarem a energia da luz. Portanto, elas não fazem a fotossíntese: o fenômeno de produção de matéria orgânica realizada por elas é chamado de quimiossíntese. Você estudará esse processo em breve.
As bactérias que possuem clorofila e que, portanto, fazem fotossíntese são chamadas de cianobactérias. Até pouco tempo, elas eram consideradas um tipo de alga e chamadas de algas cianofíceas ou algas azuis.
Bactérias – Nutrição
HeterótrofasAutótrofas – quimiossintetizantesFotossintetizantes (cianobactérias)

Com relação à respiração existem bactérias que só podem viver onde existem oxigênio: são aeróbias. Outras bactérias podem viver em ambientes com ou sem oxigênio, sendo chamadas de anaeróbias facultativas. Existem ainda bactérias que só conseguem viver na ausência de oxigênio: são anaeróbias obrigatórias.
Apesar de microscópicas as bactérias são muito estudadas, havendo inúmeras espécies identificadas. As diversas bactérias são classificadas de acordo com o formato da célula que constitui cada indivíduo.
Veja na figura a seguir:
Reino Monera
As formas das bactérias:
A – Cocos
B – Diplococos
C – Bacilios
D- Víbrões
E – Estreptococos
F – Estafilococos
G – Espiritos
Repare que as bactérias podem formar aglomerados, chamados de colônias. As cianobactérias também podem se apresentar sob a forma de colônias.
Importância das Bactérias
Muitas espécies de bactérias desempenham o papel de decompositores nas cadeias alimentares. Isso significa que elas conseguem desfazer a matéria orgânica morta, liberando para o ambiente moléculas simples (inorgânicas), que podem ser aproveitadas por outros seres vivos. Portanto, o processo de decomposição garante a reciclagem da matéria no planeta. Aprofundaremos este assunto no volume sobre ecologia.
A importância ecológica das bactérias não diz respeito somente à decomposição da matéria. Outros fenômenos ecológicos dos quais elas participam serão abordados mais tarde. Aos poucos você descobrirá que esses seres invisíveis não são só importantes: são essenciais para a existência da vida na Terra. Elas têm também usos industriais (fabricação de iogurtes, por exemplo), devido ao fato de realizarem processos bioquímicos que você estudará em breve.
As bactérias estão em todos os lugares: no ar, na água, nos objetos… e as maiorias delas não fazem nenhum mal. Até no corpo humano elas estão presentes. A superfície do seu corpo está repleta de bactérias; dentro dele também há bilhões delas. No seu intestino grosso, por exemplo, vivem bactérias essenciais ao bom funcionamento desse órgão.
Algumas Curiosidades
As bactérias podem ser “cultivadas” em laboratório. Para isso, costumam ser usadas placas circulares de vidro nas quais é colocado um material chamado meio de cultura, que é uma mistura de substâncias nutritivas das quais as bactérias se alimentam, podendo, então, se reproduzir e formar colônias. O meio de cultura é uma espécie de gelatina. A consistência gelatinosa se deve ao uso de uma substância chamada agar, extraída de certos vegetais (algas vermelhas, que você estudará na próxima unidade).
O objetivo de “criar” bactérias é poder estudá-las. Os estudos podem ter, por exemplo, finalidades médicas, pois algumas bactérias são patogênicas (causam doenças).
Se você estiver com uma infecção bacteriana pulmonar, por exemplo, e os remédios comuns não estiverem fazendo efeito, o médico poderá pedir que seja feita uma cultura para identificar a bactéria específica que está provocando o problema. Para isso, seria coletada um pouco da secreção produzida pelos seus pulmões (que, no caso do doente, é o catarro, que está cheio de bactérias) que seria usada para fazer a cultura. Depois que a colônia crescessem, o laboratório poderia identificar a bactéria e mandar o resultado do exame para o médico, que poderia receitar remédios mais eficientes. Esse é um exemplo de aplicação prática da técnica de cultura de bactérias.
Quando você coloca água oxigenada em um ferimento, o objetivo é matar alguns tipos de bactérias. Em contato com a região machucada, a água oxigenada libera gás oxigênio (por isso ela borbulha). Se houver bactérias anaeróbias obrigatórias (como as do tétano, que morrem em presença de oxigênio) no local do ferimento, elas morreram e o seu organismo não será contaminado por elas.